segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Diferenças entre: Pelagianismo, Semipelagianismo e Arminianismo



Pelagianismo: Pelágio era um monge que viveu no fim do século 4 e início do século 5 D.C. Ele ensinava que os seres humanos nasciam inocentes, sem a mancha do pecado original e pecado herdado. Também acreditava que Deus criava diretamente toda alma humana e, portanto, toda alma era livre do pecado. Pelágio acreditava que o pecado de Adão não tinha afetado as gerações futuras da humanidade. Essa interpretação ficou conhecida como Pelagianismo.
Em síntese:

Pelagiano: qualquer sistema em que o ser humano seja capaz de alcançar a salvação inteiramente por si mesmo sem a assistência divina, além da graça comum (isto é, a graça necessária para que qualquer ser exista). Além do fato que o pelagianismo negou o pecado original.
Semipelagianismo: qualquer sistema em que o processo de salvação seja iniciado pelo ser humano sem assistência da graça.

Percebemos que ambos o pelagianismo e semi-pelagianismo coloca o homem como ponto inicial de sua salvação e negam a doutrina da depravação TOTAL. Algo que a teologia Arminiana não nega.
Mas existe alguns calvinistas e algumas páginas que afirma que o Arminianismo é a mesma coisa que o semi-pelagianismo, talvez eles nunca leram sobre o Arminianismo escrito por Arminianos.
Vejamos algumas frases de alguns teólogos arminianos:

Arminio disse:
Neste estado [caído], o livre-arbítrio do homem para o verdadeiro bem não está apenas ferido, enfermo, inclinado, e enfraquecido; mas ele está também preso, destruído, e perdido. E os seus poderes não só estão debilitados e inúteis a menos que seja assistido pela graça, mas não tem poder algum exceto quando é animado pela graça divina. [1]
Simon Episcopius, discipulo de Arminio disse:

Homem não tem fé salvadora em si mesmo; nem ele nasce de novo ou se converte pelo poder de seu próprio livre arbítrio: se achando no estado de pecado, ele não pode pensar, muito menos querer ou fazer qualquer bem que seja de fato salvificamente bom a partir de si mesmo: mas é necessário que ele seja regenerado e totalmente renovado por Deus em Cristo pela Palavra do Evangelho e pela virtude do Espírito Santo, em conjunto com o seguinte: no entendimento, afeições, vontade e todos os seus poderes e faculdades, para que ele possa ser capaz de compreender, meditar, querer e realizar essas coisas que são salvificamente boas.[2]

H. Orton Wiley falou em perfeita harmonia com Arminius, dizendo: “Depravação é total na medida em que afeta todo o ser do homem”. [3]
Por essa declarações, percebemos que o Semipelagianismo e Arminianismo não são as mesmas coisas.

FONTE:https://www.facebook.com/arminianismodazueira/posts/749632975183532 
NOTAS:
[1] Jacobus Arminius, Works, trans. James Nichols(Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1956), 2:192.
[2] Simon Episcopius, Confessions of Faith of Those Called Arminians (London: Heart & Bible, 1684), 118.
[3] H. Orton Wiley, Christian Theology (Kansas City, MO: Beacon Hill, 1941), 2:98.

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