quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A Ovelha e a EBD



                                                
                                                          
                                                               Uma  História Fictícia






Um pastor certa vez chegou para a sua ovelha, preocupado porque ela não simpatizava com a EBD, e perguntou:

-Por que o amado(a) não frequenta a EBD?

E a ovelha respondeu:

- Trabalho a semana inteira, e só tenho o domingo para descansar;

- A Escola Bíblica não é um culto. É apenas um estudo da Bíblia;

- O E. Santo me revela em casa o que eu poderia aprender lá;  

- As aulas são demoradas e os professores não são bons.

E depois de ouvir as justificativas da ovelha, o pastor cheio de amor lançou uma réplica reflexiva:

- Você sabia que existem milhares de pessoas não convertidas, que trabalham 6 dias por semana, mas que por pensarem que tem Deus como o seu Senhor e Salvador, não evitam de separar um dia para Ele? Às sextas-feiras os Muçulmanos estão nas mesquitas. Aos sábados os Judeus estão na Sinagoga, e os Adventistas do Sétimo Dia na Escola Sabatina. Aos domingos as Testemunhas de Jeová estão na Reunião Matinal. Aliás, há até Católicos Romanos que aos domingos vão à Missa Matinal. Dessa forma, Como uma dessas pessoas reagiria se porventura viesse para a nossa Igreja e percebesse que há membros que negligencia a EBD? A Bíblia não manda sermos exemplos?

Ao ouvir os questionamentos a ovelha baixou a cabeça e refletiu. Lembrou que só trabalha a semana toda porque Deus foi quem lhe concedeu essa oportunidade para que não lhe faltasse comida, roupa, dinheiro e etc. Lembrou que só trabalha a semana toda porque Deus te deu saúde para isso. Lembrou ainda que os professores também trabalham a semana toda, mas mesmo assim estão na Escola Dominical para fazer o seu melhor, ainda que limitados quanto ao conhecimento pleno da Palavra. E por fim, lembrou dos cristãos que vivem em lugares aonde é proibido estudar a palavra de Deus, independente de horário ou dia.  Então a ovelha chorou copiosamente nos braços do seu pastor dizendo-lhe:

- Nunca mais deixo de frequentar a EBD por não querer. A partir de hoje organizarei um tempo para cada coisa na minha vida. Se sou luz, não posso ter um testemunho inferior aos que estão nas trevas.


Farei de tudo para ser uma frequentador assíduo, Porque vale mais um dia nos teus átrios do que, em outra parte, mil. Preferiria estar à porta da Casa do meu Deus, a habitar nas tendas da impiedade. (Sl 84:10 ARC)  Itard Víctor 


domingo, 23 de outubro de 2016

Paulo proibiu a prática de exercício físico com base em (1Tm 4:8)?





Não é surpresa saber que existem pessoas que ao lerem esse texto de imediato entenderam que o apóstolo Paulo não apoiava o exercício corporal. No entanto, a nossa resposta é Não!. Paulo em nenhum momento fez qualquer tipo de oposição ao exercício físico ou a quem o pratica, ele apenas enfatizou que é secundário em relação à piedade. Pois a Timóteo disse pouco proveito e não nenhum proveito. Palavras que estão ligadas a quem pratica alguma atividade física como atleta, prêmio ou coroa serviram a Paulo de analogia à nossa carreira cristã (1Co 9:24-25; Fp 3:14; 2Tm 2:5).

Assim, não se prive de exercitar-se, pois quem não pratica atividades físicas é sedentário, e um forte candidato a ter problemas de saúde como hipertensão, diabetes, obesidade e outros que causam ataques cardíacos que em muitas vezes levam a pessoa à morte. Ademais, o nosso corpo é Templo e morada de Deus. É preciso não apenas o homem cuidar do seu lado espiritual, mas também do físico.
"Amado, acima de tudo, faço votos por tua prosperidade e saúde, assim como é próspera a tua alma" (3Jo 2 ).
"Porque ninguém jamais odiou o seu próprio corpo, antes o alimenta e dele cuida, como também Cristo faz com a igreja,..." (Ef 5:29).

                                                                                                          Itard Víctor Camboim De Lima.

sábado, 15 de outubro de 2016

O missionário John Wesley "pergunta aos obreiros atuais".




"Em 1756, Wesley apresentou [An Adress to the Clergy” [Discurso ao clero], texto que os futuros pastores de nosso tempo deveriam ler como parte de seu treinamento. Ao discutir o tipo de habilidades que um pastor deveria ter, Wesley distinguiu entre “dons naturais” e “habilidades adquiridas”. É extremamente instrutivo ponderar as habilidades que Wesley considerava que um ministro deveria adquirir:

(1) Como alguém que se esforça para explicar a Escritura a outras pessoas, tenho o conhecimento necessário para que ela possa ser luz nos caminhos dessas pessoas? [...] Estou familiarizado com as várias partes da Escritura; com todas as partes do Antigo Testamento e do Novo Testamento? Ao ouvir qualquer texto, conheço o seu contexto e os seus paralelos? [...] Conheço a construção gramatical dos quatro evangelhos, de Atos, das epístolas; tenho domínio sobre o sentido espiritual (bem como o literal) do que eu leio? [...] Conheço as objeções que judeus, deístas, papistas, socinianos e todos os outros sectários fazem às passagens da Escritura, ou a partir delas [...] ? Estou preparado para oferecer respostas satisfatórias a cada uma dessas objeções?

(2) Conheço grego e hebraico? De outra forma, como poderei (como faz todo ministro) não somente explicar os livros que estão escritos nessas línguas, mas também defendê-los contra todos os oponentes? Estou à mercê de cada pessoa que conhece, ou pelo menos pretende conhecer, o original? [...] Entendo a linguagem do Novo Testamento? Tenho domínio sobre ela? Se não, quantos anos gastei na escola? Quantos na universidade? E o que fiz durante esses anos todos? Não deveria ficar coberto de vergonha?

(3) Conheço meu próprio ofício? Tenho considerado profundamente diante de Deus o meu próprio caráter? O que significa ser um embaixador de Cristo, um enviado do Rei dos céus?

(4) Conheço o suficiente da história profana de modo a confirmar e ilustrar a sagrada? Estou familiarizado com os costumes antigos dos judeus e de outras nações mencionadas na Escritura? [...] Sou suficientemente (se não mais) versado em geografia, de modo a conhecer a situa­ção e dar alguma explicação de todos os lugares consideráveis mencionados nela?

(5) Conheço suficientemente as ciências? Fui capaz de penetrar em sua lógica? Se não, provavelmente não irei muito longe, a não ser tropeçar em seu umbral [...]. Ou, ao contrário, minha estúpida indolência e preguiça me fizeram crer naquilo que tolos e cavalheiros simplórios afirmam: “que a lógica não serve para nada?” Ela é boa pelo menos [...] para fazer as pessoas falarem menos — ao lhes mostrar qual é, e qual não é, o ponto de uma discussão; e quão extremamente difícil é provar qualquer coisa. Conheço metafísica; se não conheço a profundidade dos eruditos — as sutilezas de Duns Scotus ou de Tomás de Aquino — pelo menos sei os primeiros rudimentos, os princípios gerais dessa útil ciência? Fui capaz de conhecer o suficiente dela, de modo que isso clareie minha própria apreensão e classifique minhas ideias em categorias apropriadas; de modo que isso me capacite a ler, com fluência e prazer, além de proveito, as obras do Dr. Henry Moore, a “Search After Truth” [A busca da verdade] de Malebranche, e a “Demonstration of the Being and Attributes of God” [Demonstração do ser e dos atributos de Deus] de Dr. Clark? Compreendo a filosofia natural? Compreendo Gravesande, Keill, os Principia de Isaac Newton, com sua “teoria da luz e das cores”?  Além disso, tenho alguma bagagem de conhecimento matemático? [...] Se não avancei assim, se ainda sou um noviço, que é que eu tenho feito desde os tempos em que saí da escola?

(6) Estou familiarizado com os Pais; pelo menos com aqueles veneráveis homens que viveram nos primeiros tempos da igreja? Li e reli os restos dourados de Clemente Romano, de Inácio e Policarpo, e dei uma lida, pelo menos, nos trabalhos de Justino Mártir, Tertuliano, Orígenes, Clemente de Alexandria e de Cipriano?

(7) Tenho conhecimento adequado do mundo? Tenho estudado as pessoas (bem como os livros), e observado seus temperamentos, máximas e costumes? [...] Esforço-me para não ser rude ou mal educado: [...] sou [...] afável e cortês para com todas as pessoas?

Se sou deficiente mesmo nas capacidades mais básicas, não deveria me arrepender frequentemente dessa falta? Quão frequentemente [...] tenho sido menos útil do que eu poderia ter sido!

       É notável essa perspectiva de Wesley de como deve ser o pastor: um cavalheiro, hábil nas Escrituras e conhecedor da história, da filosofia e da ciência de seu tempo. Quantos pastores graduados em nossos seminários se enquadrariam nesse modelo? O historiador eclesiástico e teólogo David Wells chamou nossa geração atual de pastores de “os novos obstáculos”, porque abandonaram o papel tradicional do pastor como um proclamador da verdade para a sua congregação, e substituíram-no por um novo modelo gerencial que enfatiza as habilidades de liderança, marketing e administração. Como resultado, a igreja tem produzido uma geração de cristãos para os quais a teologia é irrelevante e cujas vidas fora da igreja praticamente não difere em nada da dos ateus. Esses novos pastores gerentes, queixa-se Wells, “têm maltratado e despreparado a igreja; eles têm deixado a igreja cada vez mais vulnerável a todas as seduções da modernidade, exatamente porque não ofereceram a alternativa, que é uma vida centrada em Deus e sua verdade”. Precisamos recuperar o modelo tradicional de homens como Wesley."


FONTE:http://www.reasonablefaith.org/portuguese/estagnacaeo-intelectual