segunda-feira, 10 de junho de 2019

Ellen White acerca da Porta Fechada






                                                                                                Επίστευσα, διὸ ἐλάλησα

                                                                                                                     Cri, por isso falei   



Logo após a suposta visão que Ellen White teve sobre a entrada de Cristo no santuário celestial, ela completou essa “visão” afirmando que Cristo não só tinha entrado no santuário, mas também a porta da graça havia sido fechada por Ele.

O ensino da "porta fechada" se baseava na parábola das dez virgens de Mateus 25. De acordo com a parábola, alguém através de um clamor avisa que o Esposo, que representa a Jesus, vem à festa das bodas (Mt:25:6). Muitos adventistas decepcionados com os erros de Miller quanto à volta de Jesus, se deixaram levar por essa nova “revelação” vinda da parte de Ellen White, que por muito tempo ensinou que Jesus não estava mais salvando nenhum pecador, uma vez que Ele havia fechado a tal porta do céu. 

Os seguidores da “porta fechada” ensinavam que o Esposo veio à "ceia das bodas" em 22 de outubro de 1844 baseados no texto de (Mt 25:10). Esse ensino esteve em evidência durante sete anos.

De 1844 a 1851 o grupo ensinou a doutrina da "porta fechada", com base na parábola de Jesus sobre as dez virgens. Quem não aceitou a mensagem adventista no momento em que Jesus entrou no Santo dos Santos estaria excluído permanentemente, assim como as cinco virgens loucas. Cortado do Noivo, eles não podiam juntar-se aos adventistas ou ter alguma esperança de vida eterna. Ellen White não só aprovou e ensinou esta doutrina, como a sua experiência da primeira visão foi a grande responsável pela doutrina ter sido recebida pelo grupo adventista.(Brinsmead, Robert, D., Judged by the Gospel: A Review of Adventism, pp. 130–33).

Testemunhas da época desta “visão” relataram o seguinte sobre Ellen Gould White:

Também Tiago e Ellen White eram ardentes partidários da doutrina da porta fechada. De fato, em 1845, Ellen recebeu visões (não esqueça isto) que mostravam que a porta da salvação estava fechada. Lucinda Burdick, também do Maine, diz: "Ouvi falar pela primeira vez da Srta. Ellen G. Harmon (depois Sra. Ellen G. White) em princípios do Inverno (Janeiro ou Fevereiro) de 1845, quando meu tio Josiah Little veio à casa de meu pai e informou que havia visto uma tal Ellen Harmon no ato de ter visões que ela assegurava receber de Deus. Meu tio disse que ela afirmava que Deus lhe havia revelado que a porta da misericórdia tinha-se fechado para sempre, e que de agora em diante não havia mais salvação para os pecadores. Isto me causou grande inquietude e angústia mental, porque eu não havia sido batizada e meu jovem coração se preocupou muito pelo que sucederia com a minha salvação se a porta da misericórdia estivesse realmente fechada." Carta de Lucinda Burdick, Bridgeport, Connecticut, 26 de set. de 1908. Ela recorda que: "Ellen estava tendo o que se conhecia como visões: Dizia que Deus lhe havia mostrado em visão que Cristo Jesus se levantou no dia décimo do sétimo mês de 1844 e fechou a porta da misericórdia; que havia abandonado para sempre o trono mediador; que o mundo inteiro estava condenado e perdido, e que jamais se salvaria qualquer outro pecador." Miles Grant, An Examination of Mrs. Ellen White's Visions, Boston: Advent Christian Publication Society, 1877. […] O ministro adventista Isaac Wellcome recorda o seguinte: "Amiúde, estive em reuniões com Ellen G. Harmon e Tiago White em 1844 e 1845. Várias vezes a sustive enquanto caía ao solo - às vezes quando desmaiava durante uma visão. Ouvi-a relatar suas visões destas datas. Várias foram publicadas em panfletos, dizendo que todos os que não apoiavam o movimento de 1844 estavam perdidos [...],Ibid.

Vejamos o que o teólogo adventista, Alberto R. Timm, escreveu sobre essa teoria:

À semelhança de outros movimentos religiosos, os adventistas do sétimo dia surgiram com características sectárias. Na tentativa de justificar sua existência, grande ênfase era colocada sobre os elementos distintivos da fé adventista, relegando os componentes básicos da fé evangélica a um plano secundário. Além disso, os primeiros adventistas sabatistas criam até o início da década de 1850, na teoria da “porta fechada (Mt 25:10).
Depois de passar anos pregando a mensagem da “porta fechada” mais tarde ela reconheceu seu gravíssimo erro e com um jeito astuto e dissimulado disse:

Por algum tempo depois da decepção de 1844, mantive, juntamente com o corpo do advento, que a porta da graça estava para sempre fechada para o mundo. Este ponto de vista foi adotado antes de minha primeira visão. Foi a luz a mim concedida por Deus que corrigiu nosso erro, e habilitou-nos a ver a verdadeira atitude. Creio ainda na teoria da porta fechada, mas não no sentido em que empregávamos a princípio o termo ou em que ele é empregado por meus oponentes (Mensagens Escolhidas-vol 1, p. 63).

O interessante é que ela disse que só errou porque ainda não tinha um ministério de visões uma vez que a mesma é apontada como a mulher das duas mil visões. Mas o pior de tudo é que ela usou o nome de Deus em vão durante vários anos para apoiar aquilo que lhe agradava, independentemente desse ensino estar ou não na Bíblia, contrariando o terceiro e nono mandamento contidos na “LEI”, que adverte o homem a não usar o nome de Deus em vão, e nem dar falso testemunho. Cabe aqui fazer uma pergunta: Quem usava o nome do Senhor em vão para profetizar o que quisesse, senão os falsos profetas?

“Sabe que, quando esse profeta falar em nome do SENHOR, e a palavra dele se não cumprir, nem suceder, como profetizou, esta é palavra que o SENHOR não disse; com soberba, a falou o tal profeta; não tenhas temor dele” (Dt 18:22).

Por Cristo, Itard Víctor

Do livro: Uma Resposta Exegética À Crença Adventista. 2015. p. 176-180

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Quanto à Teologia defino-me






                                                                                                     Επίστευσα, διὸ ἐλάλησα
                                                                                                         Cri, por isso falei   

Na Teontologia-Cristologia-Pneumatologia

(Teísta; Trinitário; Pentecostal-Carismático);

Na Soteriologia-Hamartiologia

(Arminiano Clássico que não flerta com seitas);

Na Bibliologia

 (Inerrantista que equilibra o texto eclético e o recebido);

Na Eclesiologia

(Imersionista que não vê problema no aspercionismo desde que praticado por salvos; dizimista; episcopalista e congregacionista que entende que a Ceia é pra quem confessou que creu no Senhor da Ceia);

Na Escatologia

(Pré-Milenista com um mix de Pré e Meso quanto ao arrebatamento).

Por Cristo, Itard Víctor

quarta-feira, 5 de junho de 2019

Vale a Pena Reler de Novo





                                                                                                                 Επίστευσα, διὸ ἐλάλησα
                                                                                                                    Cri, por isso falei   



Hoje, passeando pelo vasto “mundo da internet” encontramos uns comentários os quais fizemos numa rede social há alguns anos a respeito do Criador Jesus Cristo. Então, depois de lê-los, logo veio o desejo de reproduzi-lo, uma vez que achamos ser produtivo para os que tem interesse em saber a verdade sobre o que foi tratado.

Bem, após escrevermos que nem a Bíblia, nem os estudiosos sérios do meio cristão, nem a literatura judaica ensinam que o Senhor Jesus Cristo ou o Messias é o arcanjo Miguel, um certo personagem do mundo virtual (o qual não citaremos o nome, já que ele insinuou, na época, que poderia nos processar juridicamente) se direcionou a nós numa naquela rede, insinuando que não líamos nada em relação à crença judaica sobre o arcanjo e sua suposta semelhança com o Criador. Daí em diante, com ar de dominador do conhecimento e desprezo à nossa pessoa, assim teclou:

Personagem:

“Gente que não lê: é fogo. No judaismo de Qunrã, Miguel é chamado de Princípe da Congregação e este prínciep da congregação é chamado de Messias, Raiz de Davi em 4Q285 Fr.4,5. Além disto, em 2 Enoque 33, Miguel é chamado de Intercessor ou mediador diante D-us, E no Testamento de Dan 6:1-5 e no testamnto de Abraão 1:4, Ele é chamado de mediador.
No rolo da guerra, Miguel é mencionado como o Príncipe celestial em 1QM 17:7–8, que cito aqui em aramaico, já que o Itard bem conhece o idioma:
להאיר בשמחה ברית ישראל שלום וברכה לגורל אל להרים באלים משרת מיכאל וממשלת
Em outras palavras, havia SIM dentro judaismo, grupos que identificavam Miguel com o esperado Messias".

Contudo, fomos pesquisar para então termos a certeza de que o personagem estava, de fato, reproduzindo o que dizia. Então, após um certo irmão ter nos ajudado em alguns pontos, assim replicamos:

Nós:

As obras que você mencionou não condiz com o que você pensa.

(1) Quanto a 4Q285, Fr.4,5, tal texto encontra-se bastante fragmentado, sendo bastante difícil e questionável a sua reconstrução. (Para uma discussão sobre a dificuldade acerca da reconstrução e do significado de 4Q285, veja: HANNAH, Darrell D. Michael and Christ: Michael Traditions and Angel Christology in Early Christianity. Tübingen, Mohr Siebeck, 1999, p.66). Além disso, "no Rolo da Guerra, o agente da libertação de Deus é o arcanjo Miguel, ao invés do Messias". (Cf. COLLINS, John J. The Son of God Text From Qumran. In: BOER, Martinus C. De. [Ed.]. From Jesus to John: Essays on Jesus and New Testament Christology in Honour of Marinus de Jonge. Sheffield, JSOT Press, 1993, p.79).

(2) No que diz respeito a 2 Enoque 33:11, Testamento de Dan 6:1-5 e Testamento de Abraão 1:4, o fato destes textos chamarem o arcanjo Miguel de "mediador [de Deus]", não o qualifica ou o identifica necessariamente com o Messias. Ele é "mediador" simplesmente no sentido de que realiza a vontade de Deus entre os homens, apenas isso. Além do mais, deve-se acrescentar que no Primeiro livro de Adão e Eva, 29:6,8; 31:5, Miguel é chamado claramente de "anjo". No Livro da Ascensão de Isaías 3:16, Miguel é denominado apenas "arcanjo". No Testamento de Abraão, Cap.1, Miguel é chamado tanto de "arcanjo" quanto de "príncipe", demonstrando aqui que este "príncipe" dos anjos era somente mais um "anjo". Aliás, esta mesma lógica atravessa todo o restante do Testamento de Abraão. No Livro de Enoque, 71:2, Miguel é chamado simplesmente de "o Anjo Miguel, um dos arcanjos". E, por fim, no Apocalipse de Moisés, Miguel é chamado novamente de "arcanjo". Inferir que Miguel seja mais do que um arcanjo em todos estes textos é simplesmente ir além do que os textos dizem e impor-lhes um significado que eles não pretendem transmitir.

(3) Finalmente, no que se refere a 1QM 17:7-8, tal texto não identifica Miguel em momento algum com o "Messias". Aliás, segundo o contexto imediato (1QM17:6), Miguel é chamado apenas de "anjo majestoso". Além do mais, há uma certa semelhança entre 1QM17:5-7 e Apocalipse 12:7-9, texto este que narra a batalha entre "[o arcanjo] Miguel e os seus anjos (...) contra o dragão" (Ap 12:7). Some-se a estes dados ainda o fato de 1QM9:14-16 (no contexto anterior de 1QM 17:7-8) relacionar o anjo Miguel com outros anjos, Sariel, Rafael e Gabriel. Portanto, não há absolutamente nada nestes contextos que identifique claramente Miguel com o Messias.

Não satisfeito com nossa apresentação, o personagem revidou ao seu estilo:

Personagem:

“Amigo, vamos lá:
1) Muito embora o texto do Sefer Ha- Milhama seja fragmentado, ahá elementos que permitem reconstruir a leitura na qual Miguel é o Príncipe da congregação. A linha 2 do fragmento 5, NÃO ESTÁ FRAGMENTADA quando se referen a raiz de Jessé. Você deveria ter ido olhar no manuscrito. O מגזע ישי é o נשיא העדה. E este é o Priíncipe de Israel, na linha 2 do fragmento 10. Este príncipe, de acordo com Daniel 12 é Miguel. Logo, contrário a J.J. Collins, é segura a identificação da Raiz de Davi no Sefer, como Miguel.

2) Eu me recordo que o Novo Testamento afirma que HÁ APENAS UM MEDIADOR ENTRE D-US E O HOMEM. Logo, seu primeiro argumento é o do desespero. E ser chamado de anjo ou arcanjo não significa que Ele seja criado, uma vez que Malachim em hebraico e Angelos em grego são termos funcionais, como uma olhadinha em qualquer dicionário bíblico ajuda.
Tchau Samechá!!”


           Então, novamente e pela última vez, trouxemos outra explicação:

Nós:

Mais uma vez sua fala não te ajudou. Vejamos:

(1) A referência à raiz de Jessé está clara nos fragmentos. Contudo, esta figura messiânica chamada "príncipe da congregação" não é identificada com "Miguel" em 4Q285. Aliás, Miguel nem mesmo é citado em 4Q285. Além disso, 4Q285, no fragmento 5, linhas 1 e 2, cita (conforme a reconstrução do texto) Isaías 10:34 e Isaías 11:1, textos estes claramente messiânicos, mas não menciona em momento algum Daniel 12, não tendo, portanto, nenhuma ligação com esse texto. Além do mais, cabe ressaltar que o mesmo Miguel que é chamado em Daniel 12:1 de "o grande príncipe", foi chamado antes, em Daniel 10:13, de "UM DOS primeiros príncipes", tradução esta confirmada pelo Tanakh publicado pela Jewish Publication Society (JPS), que traz: "Michael, ONE OF THE chief princes" e também pela Bíblia Hebraica da Sêfer, que diz: "Mihael, UM DOS mais destacados representantes celestes". Portanto, identificar "Miguel" com "a raiz de Davi" no Sêfer Ha-Milhama é algo estranho.

(2) Sim, "há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, HOMEM (ἄνθρωπος, e não ἄγγελος ou ἀρχαγγέλος)" (1 Timothy 2:5). Jesus é o único mediador salvífico entre Deus e os homens (cf. 1 Tm 2:5; Hb 8:6; 9:15; 12:24). Aliás, "o Filho" (Jesus) (cf. Hebreus 1:1) foi "feito tanto MAIS EXCELENTE DO QUE OS ANJOS, quanto herdou mais excelente nome do que eles" (Hebreus 1:4). Além disso, "a qual dos anjos [Deus] disse jamais: Assenta-te à minha destra, até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés?" (Hebreus 1:13). Deus disse isso a Miguel alguma vez? É claro que não. Tais "anjos", diferentemente do "Jesus Cristo, homem", são "ESPÍRITOS MINISTRADORES, enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação" (Hebreus 1:14). Diante desses dados, confundir Jesus com um "anjo" é algo bastante herético.

Depois daqui o personagem não nos rebateu mais. Antes, debochou e se foi.



Por Cristo, Itard Víctor

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O arcanjo Miguel em Algumas Literaturas





                                                                                                                     Επίστευσα, διὸ ἐλάλησα
                                                                                                                          Cri, por isso falei   


A Bíblia diz que Jesus É Rei dos Reis e Senhor dos senhores (1Tm 6:13-15; Ap 17:14, 19: 13-16). Miguel, assim como os demais anjos ou arcanjos, adoram o Senhor Jesus Cristo O qual lhes criou (Cl 1:15-16; Hb 1:5-6).  Por toda a Bíblia, Jesus é diferenciado dos seres angelicais; algo que contraria a “teologia” daqueles que ensinam incansavelmente que Jesus, O Criador, é Miguel, a criatura, a saber, os Adventistas do Sétimo Dia e as Testemunhas de Jeová.

Contudo, há outros livros antigos os quais não fazem parte da canonicidade da Bíblia, mas que corroboram com Ela ao apresentarem o pensamento da época que foram escritos a respeito do assunto, isto é, Miguel é uma criatura, um anjo, um arcanjo, um mensageiro, um supervisor, um guarda, ou seja, um office boy do Senhor. C'est fini!

O Pastor de Hermas

“O anjo grande e glorioso é Miguel...” é aquele que tem autoridade sobre esse povo e o governa; pois é ele quem lhes deu a lei no coração dos crentes: ele, portanto, supervisiona aqueles a quem deu, para ver se eles mantiveram o mesmo. (Similitude 8 3: 3).


Tertuliano:

"Ele tem sido, é verdade, chamado de “o anjo do grande conselho”, isto é, um mensageiro, por um termo expressivo da função oficial, não da natureza. Pois Ele tinha que anunciar ao mundo o poderoso propósito do Pai, aquele que ordenou a restauração do homem. Mas, não é por esta razão que Ele deve ser considerado como um anjo, como um Gabriel ou um Miguel." (Anti Marcion - On the Flesh of Christ)

Orígenes:

“Um método similar deve ser seguido no tratamento dos anjos; nem devemos supor que é o resultado do acidente que um determinado cargo é atribuído a um anjo em particular: Rafael, por exemplo, o trabalho de cura e cura; para Gabriel, a condução das guerras; a Miguel, o dever de atender às orações e súplicas dos mortais. Pois não devemos imaginar que eles obtiveram esses ofícios senão por seus próprios méritos, e pelo zelo e excelentes qualidades que demonstraram separadamente antes que este mundo fosse formado; de modo que depois, na ordem dos arcanjos, este ou aquele ofício foi atribuído a cada um, enquanto outros mereciam ser inscritos na ordem dos anjos, e agir sob este ou aquele arcanjo, ou aquele líder ou chefe de uma ordem”. (Against Celsus VIII)
“Mas essa acusação não se aplica a todos aqueles que, por alguma razão misteriosa, referem a palavra Sabaoth, ou Adonai, ou qualquer um dos outros nomes ao (verdadeiro) Deus. E quando alguém é capaz de filosofar sobre o mistério dos nomes, ele encontrará muito a dizer respeitando os títulos dos anjos de Deus, dos quais um é chamado Miguel, e outro Gabriel, e outro Rafael, apropriadamente aos deveres que eles cumprem. no mundo, de acordo com a vontade do Deus de todas as coisas. [...] E assim, em tais bases, defendemos a conduta dos cristãos, quando eles lutam até a morte para evitar chamar Deus pelo nome de Zeus, ou para dar-lhe um nome de qualquer outra língua”. (Against Celsus XXIV)

João Cassiano:

"Pois é bem claro que eles visam esses ataques, com os quais atacam os homens, até uns contra os outros, pois, da mesma maneira, eles não cessam de promover, com incontáveis ​​contendas, as discórdias e lutas que empreenderam por alguns povos por causa de um tipo de amor inato à maldade que eles têm: e isso nós lemos como sendo muito claramente exposto na visão de Daniel, o profeta, onde o anjo Gabriel fala da seguinte forma: “Não temas, Daniel: desde o primeiro dia em que foste Põe o teu coração a compreender, a afligir-te diante do teu Deus; as tuas palavras são ouvidas; e vim pelas tuas palavras. Porém o príncipe do reino dos persas resistiu a mim por vinte e um dias; e eis que um dos principais príncipes veio me ajudar e lá fiquei junto ao rei dos persas.[...] o profeta orou ao Senhor, pelo arcanjo, .... o arcanjo Gabriel estava: e este último disse que, mesmo assim, devido à ferocidade de seus assaltos, ele não teria sido capaz de ir até ele, se o arcanjo Miguel não viesse para ajuda-lo,...” (The Conferences of John. Part 1. Containing Conferencre I-X)

João Crisóstomo:

“Pois, de fato, todos os outros, tanto anjos como arcanjos e profetas, fizeram tudo sob o comando; mas Ele com a autoridade de quem se torna um Rei e Mestre; em que as multidões se perguntando disseram que Ele ensinava como "alguém que tem autoridade". (Mat. Vii. 29) . Até mesmo os anjos, como eu disse, apareceram com grande glória sobre a terra; como no caso de Daniel, de Davi, de Moisés, mas eles fizeram todos como servos que têm um Mestre. Mas Ele como Senhor e Governante de tudo, quando apareceu em forma pobre e humilde; mas mesmo assim a criação reconheceu seu Senhor. Agora a estrela do céu que chamava os sábios para adorá-Lo, a vasta multidão que corria por toda parte de anjos atendendo ao Senhor, e cantando Seu louvor, e além deles, muitos outros arautos surgiram de repente, e todos, ao se encontrarem declararam um ao outro as boas novas deste mistério inefável; os anjos aos pastores; os pastores aos da cidade; Gabriel para Maria e Isabel; Anna e Simeão para aqueles que vieram ao templo. Tampouco homens e mulheres foram levantados somente s com prazer, mas o próprio bebê que ainda não tinha saído à luz, quero dizer, o cidadão do deserto, o homônimo desse evangelista, pulou ainda no ventre de sua mãe, e todos estavam subindo com esperanças para o futuro. Mas quando Ele se manifestou ainda mais, outras maravilhas, ainda maiores que as primeiras, foram vistas. Pois não era mais estrela, nem céu, nem mais anjos, nem arcanjos, nem Gabriel, nem Miguel, mas o próprio Pai celeste, que O proclamou, e com o Pai, o Consolador, voando ao sopro da Voz e descansando nele. Em verdade, ele disse: "Vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai". (Gospel of John 1:14).

Agostinho:

“Nem que qualquer um, que em certo sentido possa ser considerado um bom anjo, seja considerado por mim como alguém em quem devo depositar minha confiança: pois "ninguém é bom, senão só Deus"; 8 e quando um homem ou um anjo aparece para nos ajudar, quando eles fazem isso de sincero afeto, Ele faz através deles, que os fez bons depois de sua medida. "Portanto," é melhor "confiar no Senhor do que confiar nos príncipes" (ver 9). Pois os anjos também são chamados de príncipes, assim como lemos em Daniel: "Miguel, teu príncipe". (Expositions on the Book of Psalm. Psalm CXVIII)


Os Pseudos:

A História de José Carpinteiro (Livros da Infância de Jesus)


"O Deus, pai de toda misericórdia e Deus de toda carne, Senhor da minha alma, de meu corpo e do meu espírito! Se é que já se cumpriram todos os dias da vida que me deste neste mundo, rogo-te, Senhor Deus, que envies o arcanjo Michael para que fique do meu lado até que minha desditada alma saia do corpo sem dor nem turbação. [...] Então os filhos de José irromperam em lamentos, Maria, minha mãe, e eu, de nossa parte, unimo-nos ao seu pranto pois, efetivamente, já havia chegado a hora da sua morte. [...] Meu Pai misericordioso, Pai da verdade, olho que vê e ouvido que ouve: escuta-me, que eu sou teu filho querido; peço-te por meu pai José, a obra de vossas mãos. Envia-me um grande coro de anjos juntamente com Michael, o administrador dos bens, e com Gabriel, o bom mensageiro da luz, para que acompanhem a alma de meu pai José até que se tenha livrado do sétimo éon tenebroso. De forma que não se veja forçado a empreender esses caminhos infernais, terríveis para o viajante por estarem infestados de gênios malignos e saqueadores, e por ter de atravessar esse lugar espantoso por onde corre um rio de fogo igual às ondas do mar”. (13:1-2, 20:8, 22:1)

Revelação de Esdras

“E quando a noite chegou, veio um anjo, o arcanjo Miguel, e disse-me: Ó Profeta Esdras, abstenha-se de pão por setenta semanas. [...] E veio Rafael, o comandante do exército, e deu-me uma vara de storax. [...] E eu vi os mistérios de Deus e Seus anjos".

Evangelho de Nicodemus

 “E quando o primeiro criado, pai Adão, tinha ouvido isto, que Jesus foi batizado no Jordão, ele clamou a seu filho Sete: Dize a teus filhos, aos patriarcas e aos profetas, tudo o que tu ouviste de Arcanjo Miguel quando te enviei aos portões do paraíso implorar a Deus que lhe enviasse Seu anjo para te dar óleo da árvore da misericórdia, com a qual ungir meu corpo quando estivesse doente.[...] Quando eu, Set, estava orando ao Senhor às portas do paraíso, eis que Miguel, o anjo do Senhor, apareceu para mim, dizendo: Eu fui enviado para te pelo Senhor". (First Version)

Visão de Paulo:

"E quando eles cessaram, imediatamente Miguel e todo o exército de anjos, com uma só voz, adoraram os escabelos de seus pés e seu destino, dizendo ao mesmo tempo para a alma: Este é o seu Deus, de todas as coisas, que fez você à sua própria imagem e semelhança. Além disso, o anjo retorna e aponta para fora, dizendo: Deus, lembre-se de seus trabalhos: pois esta é a alma, cujas obras eu relatei a ti, fazendo de acordo com o teu julgamento. [...] Portanto, seja entregue a Michael, o anjo da Aliança, e conduza-o ao Paraíso da alegria, para que ele mesmo possa tornar-se co-herdeiro de todos os santos".


Evangelho de Bartolomeu

"E ele, Bartolomeu, afrouxou-lhe um pouco as ligaduras e lhe disse: "Conta tudo quanto tens feito." Respondeu Belial: "A princípio me chamava Satanail, que quer dizer mensageiro de Deus. Mas, desde que não reconheci a imagem de Deus, meu nome foi mudado para Satanás, que quer dizer anjo guardião do Tártaro." E Bartolomeu falou de novo: "Conta-me tudo sem nada ocultar." E ele responde: "Juro-te pela glória de Deus que, ainda que quisesse ocultá-lo, ser-me-ia impossível. Está aqui presente aquele que me acusa. E se me fosse possível vos faria desaparecer a todos da mesma maneira que o fiz com aquele que pregou para vós. "Também fui chamado primeiro anjo porque, quando Deus fez o céu e a terra, apanhou um punhado de fogo e formou-me a mim primeiro. "E o segundo foi Michael, e o terceiro Gabriel, e o quarto Rafael, e o quinto Uriel, o sexto Natanael e assim outros seis mil anjos, cujos nomes me é impossível pronunciar, pois são os lictores de Deus e me flagelam sete vezes a cada dia e sete vezes a cada noite. Não me deixam um momento e são os encarregados de minar minhas forças". (4: 16-29)

Revelação da Virgem

“A sagrada mãe de Deus estava prestes a seguir para o Monte das Oliveiras para orar; e orando ao Senhor nosso Deus ela disse: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; deixe o arcanjo Gabriel descer, para que ele possa me falar sobre os castigos e sobre as coisas no céu, na terra e debaixo da terra. E quando ela disse a palavra, o arcanjo Miguel desceu com os anjos do Oriente e do Ocidente e anjos do Sul e do Norte,...[...] E a santa mãe de Deus disse ao anjo: Salve Miguel, comandante-em-chefe, o ministro do Pai invisível, salve Miguel comandante-chefe, associado de meu Filho, salve Michael, [...] comandante-chefe, que está prestes a soar a trombeta e despertar os que dormem há séculos: salve Michael, comandante-em-chefe, antes de tudo, ao trono de Deus. [...]E o comandante-chefe disse: Estes, todos santos, são aqueles que não adoraram o Pai e o Filho e o Espírito Santo e por esta razão são assim castigados aqui”.

Testamento de Abraão

"Portanto, o Senhor Deus, convocando seu arcanjo Miguel, disse-lhe: Desça, chefe-capitão Miguel, a Abraão e fale com ele a respeito de sua morte, para que ele coloque seus assuntos em ordem, pois eu o abençoei como as estrelas de céu, e como a areia junto à praia do mar, [...] além disso, ele é justo em toda bondade, hospitaleiro e amoroso até o fim de sua vida; mas tu, arcanjo Miguel, vai a Abraão, meu amado amigo, e anuncia-lhe sua morte e assegura-lhe assim: Desta vez partirás deste mundo vil, e abandonarás o corpo, e irás a teu próprio Senhor entre o bom". (Cap 1)

 “E Sara saiu, indo preparar o jantar. E o sol estava quase se pondo, e Miguel saiu da casa, e foi tomado para o céu para adorar diante de Deus, porque ao pôr do sol todos os anjos adoram a Deus e Miguel é o primeiro dentre os anjos”. (Cap 5)

Apocalipse de Sadraque

"Sadraque disse ao arcanjo Miguel: Escuta-me, ó chefe poderoso, e ajuda-me e seja meu enviado para que Deus tenha misericórdia do mundo".

O Primeiro Livro de Adão e Eva

“E Deus olhou para o pensamento de Adão e enviou anjo Miguel ao mar que se estende até a Índia, para dali pegar bastões de ouro e trazê-los a Adão. Isto fez Deus em Sua sabedoria, para que estes bastões de ouro, estando com Adão na caverna, iluminassem a noite a sua volta e eliminassem o seu medo da escuridão. Em seguida o anjo Miguel desceu por ordem de Deus, pegou os bastões de ouro, como Deus lhe ordenara, e levou-os para Deus”. (29:8)

“Em seguida Deus ordenou que os três anjos, Miguel, Gabriel e Rafael, entregassem a Adão o que cada um fora buscar. E eles assim o fizeram, um a um. E Deus mandou que Suriel e Salatiel carregassem Adão e Eva para baixo do cume da montanha alta, e os levassem para a Caverna dos Tesouros. Lá chegando, colocaram o ouro no lado sul da caverna, o incenso no lado leste e a mirra no lado oeste. Pois a boca da caverna estava no lado norte. Os anjos então confortaram Adão e Eva, e partiram”. (31:5-8)

Ascenção de Isaías

“E o anjo da Igreja cristã que estará no céu no fim dos tempos. E o anjo (Gabriel) do Espírito Santo e o arcanjo Miguel descerão do céu e virão no terceiro dia abrir o seu sepulcro. E o Amado assentado nos ombros dos serafins virá e enviará Seus doze apóstolos. E eles anunciarão a todos os povos e a todas as nações a ressurreição do Amado, e aqueles que crerem em Sua cruz serão salvos, e ele subirá novamente ao sétimo céu de onde viera”. (3:16-18)

Livro de Enoque

“Então Miguel, Uriel, Raphael e Gabriel olharam do alto do céu e viram a quantidade de sangue derramado sobre a terra e todas as desgraças que sobrevieram. [...] Então eles falaram ao Senhor dos mundos: "Tu és o Senhor dos Senhores, o Deus dos Deuses, o Rei dos Reis”. (Cap 9).
Miguel, um dos santos Anjos, foi estabelecido sobre a parte melhor dos homens, sobre o povo de Israel e sobre o Caos; Sarakael, um dos santos Anjos, foi estabelecido como o vigia dos Espíritos que induzem os outros espíritos ao pecado; Gabriel, um dos santos: Anjos, preside ao Paraíso, às Serpentes e aos Querubins; Remiel, um dos santos, Anjos, foi por Deus incumbido de presidir aos ressuscitados". (Cap 20)

“Então o Anjo Miguel, um dos Arcanjos, tomou-me pela mão direita, ergueu-me e introduziu-me em todas as coisas ocultas e mostrou-me todos os verdadeiros segredos. Ele mostrou-me todos os segredos dos confins do céu, das estrelas e das câmaras das luminárias, de onde procedem para chegarem na presença do Santo". (Cap 71)

Apocalipse de Moisés

“Esta é a história e a vida dos protoparentes, Adão e Eva. Ela foi revelada por Deus ao seu servo Moisés, quando recebeu as Tábuas da Lei das mãos do Senhor. Fui-lhe transmitida pelo Arcanjo Miguel. E a história de Adão e Eva. Depois que abandonaram o Paraíso, Adão tomou a sua mulher Eva e dirigiu-se para o Oriente. Lá permaneceu por dezoito anos e dois meses. Então Eva concebeu e deu à luz dois filhos, Diaphotos, que se chamou Caim, e Amilabes, que se chamou Abel [...] Assim, ambos foram até lá e encontraram Abel trucidado pela mão do seu irmão Caim. E Deus disse ao Arcanjo Miguel: "Dize agora a Adão: 'Não contes ao teu filho Caim o segredo que é do teu conhecimento! Ele é um filho da ira. Mas não te perturbes! Eu te darei um outro filho em seu lugar. E este te revelará ludo o que deverás fazer com ele. lias a ele não digas nada!'." Isso falou o Arcanjo a Adão. E Adão guardou a palavra em seu coração, juntamente com Eva, ambos entristecidos por causa de Abel, seu filho”. (Cap 1: 1,3)

“Na mesma hora, ouvimos o Arcanjo Miguel tocar a trombeta, enquanto os Anjos clamavam: 'Eis o que diz o Senhor: vinde ao Paraíso comigo, para ouvirdes as palavras pelas quais sentenciarei Adão!'Ao escutarmos a trombeta do Arcanjo, logo pensamos: Deus vem ao Paraíso para julgar-nos”. (20)

“Isso dizia Sete à sua mãe. Nesse momento, um Anjo soprou a trombeta, e todos os Anjos que estavam prostrados sobre a sua face ergueram-se e exclamaram com voz retumbante: "Louvada seja a majestade do Senhor expressa nas suas criaturas! Deus agora compadeceu-se de Adão, o produto das Suas mãos". Depois desse clamor dos Anjos, veio um dos Serafim de seis asas, ergueu Adão e conduziu-o ao mar arquerôntico. Lavou-o por três vezes e trouxe-o à presença de Deus. Por três horas permaneceu depositado ali; depois disso, o Grande Pai, sentado no seu trono, estendeu as suas mãos, ergueu Adão e entregou-o a Miguel, o Arcanjo, e disse: "Transporta-o ao terceiro céu, no Paraíso, e deixa-o lá permanecer até o grande e terrível Dia que preparei para o mundo!" Então Miguel, o Arcanjo, tomou Adão e colocou-o no lutar que Deus lhe havia ordenado. Depois disso, Miguel, o Arcanjo, solicitou o sepultamento dos Seus restos mortais. E Deus ordenou que todos os Anjos viessem à Sua presença, cada qual segundo sua hierarquia.” (38).

“Falou Ele a Miguel, o Arcanjo: "Vai ao Paraíso, no terceiro céu, e toma para mim três panos de linho e três panos de seda!" Disse Deus depois a Miguel, Gabriel, Uriel e Rafael: "Cobri com os panos o corpo de Adão! Trazei óleo aromático! Derramai-o sobre ele! Seja trazido também para cá o corpo de Abel!" E eles o envolveram em outros panos. Ele não havia sido sepultado, desde o dia em que fora trucidado por seu irmão Caim. Este procurou de muitas maneiras ocultá-lo, mas não conseguiu. A terra não o admitiu no seu ventre; ela disse: "Eu não receberei nenhum outro corpo, antes que volte para mim aquele que pela primeira vez de mim foi formado". Assim, naqueles dias, os Anjos tomaram o corpo de Abel e colocaram-no sobre uma pedra até o dia da morte do seu pai Adão. Foram então ambos sepultados no Paraíso, segundo determinação de Deus, no mesmo lugar em que Ele encontrou o barro do qual formou Adão. E Deus mandou cinco Anjos ao Paraíso; levaram muitos perfumes consigo e espalharam-nos no chão. Depois tomaram os dois corpos e enterraram-nos no lugar que haviam cavado e preparado...” (40).

“Na sua morte, estava presente Miguel, o Arcanjo. Três Anjos compareceram e levaram o seu corpo, sepultando-o junto de Adão e Abel. Disse então o Arcanjo Miguel a Sete: "Desta mesma forma sejam sepultados todos os homens. até o Dia da Ressurreição!" Depois dessa determinação disse-lhe ainda o Anjo: "Não guardeis luto por mais de seis dias! No sétimo dia festejar! Alegrai-vos com o morto! Pois Deus e nós, Anjos, também alegramo-nos com a alma do justo que se separa deste mundo". Assim falou o Arcanjo Miguel. Dito isso, ele voltou ao céu caiu louvores e cânticos de Aleluia”. (43)

3 Baruque

“E eu disse: Senhor, o que é aquilo que Miguel, o arcanjo, está segurando? E ele disse-me: Este é o lugar onde os méritos dos justos entram, e tão boas obras como eles fazem, que são escoltados diante do Deus celestial". (11: 9)

De acordo com a Enciclopédia Judaica temos ainda o seguinte sobre Miguel. A tradução foi do próprio site:  

“Um dos arcanjos, um dos principais príncipes "; Dan. X. 13), que também é representado como o príncipe tutelar de Israel ( ib. X. 21, xii. 1). A significação do nome (=" Quem é semelhante El "?) Foi reconhecido pelos talmudistas, que encontraram uma alusão a ele em Ex. Xv. 11 ( ) e em Deut. Xxxiii. 26 (), combinando a primeira palavra da primeira passagem com a segunda da segunda (Núm. R. ii. 9). De acordo com Simeon b. Laḳish, no entanto, os nomes dos anjos foram trazidos pelos judeus da Babilônia (Yer. RH 54d; Gen. R. xlviii. 9). Com base nas passagens acima citadas do Livro de Daniel (onde Michael é representado primeiro como ajudando Daniel em sua disputa com o anjo da Pérsia e então ajudando Israel no tempo de problemas - isto é, no tempo messiânico - e onde ele é denominado "seu príncipe") Michael é especialmente designado nos primeiros escritos judaicos e muito freqüentemente no Livro de Enoch como "o príncipe de Israel" (), e em escritos judaicos posteriores, particularmente em obras cabalísticas, como "o advogado dos judeus". É por essa razão que ele é representado como o anjo da tolerância e da misericórdia (Enoque, xl 3) que ensinou a Enoque os mistérios da clemência e da justiça ( ib. Lxxi. 2). [...]

A idéia de que Michael era o defensor dos judeus tornou-se tão prevalente que, apesar da proibição rabínica de apelar aos anjos como intermediários entre Deus e Seu povo, Michael chegou a ocupar certo lugar na liturgia judaica. Além da palavra, o que ocorre com freqüência e que se refere a Michael, há duas orações rogando-lhe como o príncipe de misericórdia para interceder em favor de Israel: um composto por Eliezer ha-Kalir (Bartolocci, ". Bibl Rab Magna," 192 e segs.) e o outro por Judá b. Samuel He-Haside (MS. De Cambrai No. 946, fol. 110). Mas o apelo a Michael parece ter sido mais comum nos tempos antigos. Assim Jeremiah é dito (Baruch Apoc. Ethiopic, Ix. 5) para ter dirigido uma oração a ele. "Quando um homem está em necessidade, ele deve orar diretamente a Deus, nem a Michael nem a Gabriel" (Yer. Ber. Ix. 13a). [...]

A residência de Michael estará em uma faixa de sete montanhas, cercada por um bosque de árvores perfumadas, entre as quais uma será particularmente destacada por sua beleza. A mais alta das sete montanhas será a sede do Senhor, e a árvore mais perfumada, que será inacessível a qualquer ser humano até o Dia do Juízo Final, será dada aos piedosos (Enoque, xxiv.-xxv. 5). . Ao contrário do Dan. xii. 2, é dito em "Otiyot de-R. 'Aḳiba", sv  (em Jellinek, lc iii. 28), que no advento do Messias, Deus dará as chaves do inferno para Michael e Gabriel, que trará as almas dos ímpios no paraíso.
É bastante natural que, devido à sua posição em relação aos judeus, Michael seja representado na Hagadá como o mais proeminente dos arcanjos. Ele é chamado por Daniel (Dan. Xii. 1) "o grande príncipe", e sua grandeza é descrita extensamente em escritos judaicos posteriores. Ele foi um dos sete arcanjos criados pela primeira vez (Enoch, xc. 21-22; Targ. Yer. Para Deut. Xxxiv. 6 dá apenas seis), mas entre estes sete quatro excel, e Michael é o chefe dos quatro. Tanto ele como Gabriel são chamados de "grandes príncipes"; mas Michael é mais alto que Gabriel (Ber. 4b; Yoma 37a). Ele é o vice-rei de Deus, que domina o mundo (Enoch, lxix. 14 e segs.), e onde quer que Michael apareça, a Shekinah também será encontrada (Ex. R. ii. 8). Michael está à direita do trono de Deus, enquanto Gabriel está à esquerda ("Haggadat Shema 'Yisrael", em Jellinek, lc v. 166; Targ. A Jó xxv. 2; Enoque, xl. 9). Quatro exércitos de anjos cantam em louvor do Senhor, sendo o primeiro o de Michael à mão direita de Deus (Pirḳe. Iv .; "Hekalot," em Jellinek, lc ii. 43-44). Uma tradição similar é dada em "Seder Gan 'Eden" ( lcp. 138): O lugar de Michael é no primeiro rio, Pison, enquanto o de Gabriel é no segundo, Giom. É Miguel que, por ocupar o primeiro lugar perto de Deus, recebe as orações dos homens dos anjos e os apresenta a Deus (Baruch Apoc. Slavonic, xii.). Sua posição faz dele o companheiro de Meṭaṭron (Zohar, i. 149b).  [1]

Por Cristo, Itard Víctor

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[1] <http://www.jewishencyclopedia.com/articles/10779-michael>.Acesso em 5 de junho de 2019.  

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Uma Estacionada Perigosa?





                                                                                                                      Επίστευσα, διὸ ἐλάλησα
                                                                                                                             Cri, por isso falei   



Depois de uma batalha nada como uma descansada? Sim. Mas, antes, uma passada no “vaso sanitário”.

De acordo com o autor do livro de Samuel, o rei Saul estava indignado com Davi a ponto de querer matá-lo porque este lhe “tomou” o reinado. No afã de capturá-lo,  Saul decidiu ir para o deserto de En-Gedi; local aonde Davi havia ido. Ao chegar bo seu destino, provavelmente muito cansado, o rei procurou um local para “aliviar o ventre” ou “cobrir seus pés” (1Sm 24:3 ARA/ARC).
Bem, embora essas expressões possam passar uma ideia de que Saul precisou deitar-se coberto com um manta para então aliviar as fortes dores no abdômen atingido no confronto com os filisteus, na realidade, podem ser trocadas simplesmente por - defecar - (do infinitivo lehasekh – cobrir, aliviar). A expressão também aparece, (mas no particípio - cobrindo- mesikh), no episódio após Eúde ferir Eglon (Jz 3:24).

Mas o inusitado dessa história é: de acordo com toda a cena, depreendemos que Saul vinha tão aflito para atender às suas necessidades fisiológicas que nem sequer averiguou ou vistoriou o “banheiro” da caverna antes de estacionar, isto é, entrou às pressas, de cabeça, ficando totalmente a mercê de quem ele procurava assassinar, Davi. Este, por sua vez, não se aproveitou da gigante oportunidade de abatê-lo descansando.   

Por Cristo, Itard Víctor

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