Para comprar meu livro, clique Aqui
Essas distorções podem ser vistas após os amados leitores acessarem os seguintes links abaixo que contém estudos que tentam provar, ainda que sem sucesso, que a crença dos cristãos do século I, era a do ANIQUILACIONISMO:
Clicar nas imagens.
Para
conferir os locais das imagens clique Aqui AquiClicar nas imagens.
É interessante iniciarmos esta refutação informando aos amados leitores que, o falso ensino do aniquilacionismo-sono da alma, é antigo, e esteve presente também em uma seita da arábia conforme nos conta Eusébio de Cesaréia em sua obra (História Eclesiástica, p 142. 2002. Novo Século), pela qual ele diz que Orígenes, pai da igreja, refutou, livrando assim seus adeptos do engano. Essa
estranha crença, foi adotada por Arnóbio (final do século IV), conforme
nos conta Norman Geisler em sua obra (Teologia Sistemática. Vol 2. p.
805).
Acerca da Crença
Judaica sobre o sofrimento eterno, Norman Geisler apresenta o pensamento
intertestamentário.
O Aniquilacionismo foi tido como maldito:
Na era entre o Antigo e o Novo Testamento, fontes
religiosas judaicas faziam referência ao inferno. O autor de 4 Macabeus disse:
Por causa do cruel assassinato que cometestes
irás sofrer eternamente nas mãos da justiça divina um adequado
castigo pelo fogo [...] Por
tua impiedade e crueldade irás suportar tormentos
até o fim [...] [em
um] destino eterno.
A justiça divina te entrega a um fogo eterno e
rápido, e aos
tormentos que não
te abandonarão por
toda eternidade. Uma grande luta e um grande perigo para a
alma aguardam em eterno tormento aqueles que transgridem os mandamentos de Deus (9.9; 10.11,15;
12.12; 13.15)".
Semelhantes às
afirmações feitas por Cristo12, o historiador judeu Josefo (c. 37-100), escreveu
um “Discurso aos Gregos a Respeito do Hades”.
Hades é um lugar do mundo que não foi
regularmente terminado; é uma região subterrânea onde a luz desse mundo não
brilha; por causa dessas circunstâncias, pois nesse lugar a luz não brilha, não
se pode lá estar a não ser em perpétua
escuridão. Essa região foi destinada para dar custódia às almas, das quais
os anjos foram nomeados guardiões,
e a elas eles distribuem castigos temporários,
apropriados às suas maneiras e ao seu comportamento.
Nessa região, existe um certo lugar separado,
como se fosse um lago de fogo perpétuo, onde supomos que ninguém
tenha sido lançado até agora, mas que está preparado para um dia pré-determinado
por Deus no qual um justo castigo será aplicado merecidamente a todos os homens
[...] [Eles receberão] esse castigo
eterno por terem dado causa à corrupção, enquanto os
justos irão receber
um reino incorruptível
e eterno. Eles
estarão então confinados no Hades, mas não no mesmo lugar onde os injustos
estarão confinados [...] [Deus permite]
um castigo eterno aos amantes
de palavras iníquas. A eles pertence
esse fogo perpétuo e sem
fim, um certo bicho ardente que nunca
morre e
nem destrói o corpo, mas que continua a emergir desse
corpo para que ele nunca cesse de
lamentar. (Teologia Sistemática vol. 2 p. 752-753).
Flávio Josefo, diga-se
de passagem foi sacerdote, falando sobre os fariseus e os essênios evidencia a
crença na imortalidade da alma. Vale salientar que o apóstolo Paulo era fariseu,
e João Batista conforme a tradição viveu entre os essênios. Josefo relatou o
seguinte:
“A maneira de viver dos
fariseus não é fácil, nem cheia de delícias: é simples. Eles se apegam
obstinadamente ao que se convencem que devem abraçar.[..] Eles julgam que as
almas são imortais. [...] A opinião dos saduceus é que as almas morrem com o
corpo [...]Os essênios [..] Crêm que as almas são imortais.” (História dos
Hebreus. Livro Décimo Oitavo. Cap 2.p. 826-827).
O Aniquilacionismo foi tido como maldito:
“Como confirmamos anteriormente o aniquilacionismo
foi condenado como herege pelo Sínodo de Constantinopla, em 543, pelo Segundo
Concilio de Constantinopla, em 553, e pelo Quinto Concilio de Latrão, em 1513 (veja
Wenham, GG, 28, e
Cross, ODCC, 328).” (Teologia Sistemática vol 2. P. 805).
"Em um exemplo, o último dos nove anátemas do Imperador Justiniano (c. 483-565) contra Orígenes (c. 185-c 254) diz: “Se alguém disser [...] que a punição dos demônios e dos ímpios é apenas temporária e um dia terá fim [...] que seja anátema” (em Roberts e Donaldson, ANF, Vol 14). Antes da Reforma, o Quinto Concílio de Latrão (1513) também condenou a negação do inferno (veja Cross, ODCC, 328)." (GEISLER. Norman. Teologia Sistemática. Vol 2. p. 822. CPAD).
Clemente
de Roma.
Nascido
em Roma no ano 35 nos arredores do Coliseu, de família hebraica, foi ordenado
pelo apóstolo Pedro à líder da igreja de Roma conforme diz Tertuliano:
Porque é assim que as igrejas apostólicas transmitem suas listas:
como a igreja de Esmirna, que sabe que Policarpo foi colocado lá por João, como
a igreja de Roma, onde Clemente foi ordenado por Pedro. Assim, todas as outras
igrejas que tiveram lhes mostram em que tem as raízes apostólicas, tendo
recebido o episcopado pela mão dos apóstolos. (Prescrição contra os Hereges,
32, 1)1
Segundo
Clemente de Alexandria e Orígenes, Clemente de Roma Foi sucessor de Anacleto I
(ou Cleto) e autor da Epístola de Clemente aos Coríntios.
Irineu de Lyon corrobora com a
informação anterior:
Os bem-aventurados apóstolos que fundaram e edificaram a igreja [de
Roma] transmitiram o governo episcopal a Lino', o Lino que Paulo lembra na
carta a Timóteo (2Tm 4:21) . Lino teve como sucessor Anacleto. Depois dele, em
terceiro lugar, depois dos apóstolos, coube o episcopado a Clemente, que
vira os próprios apóstolos e estivera em relação com eles, que ainda guardava
viva em seus ouvidos a pregação deles e diante dos olhos a tradição. (Irineu
de Lyon, Contra as Heresias, Livro III, capítulo III, verso III, versículo
acrescentado, grifo nosso).1
Eusébio
de Cesaréia nos informa que Clemente andou com apóstolo Paulo:
“
Paulo também atesta que Clemente – instituído terceiro bispo da Igreja de Roma –
foi seu colaborador e companheiro de luta. (Fp 4:3) (História Eclesiástica. p.
53).
Em
sua epístola aos crentes de Corinto, Clemente os informa que os heróis espirituais,
Pedro e Paulo, após sofrerem perseguições, apedrejamento, cárcere, partiram
para o lugar de Glória ou Santuário, ou seja, para a Presença de Deus:
Πέτρον
ὃς διὰ ζῆλον ἄδικον οὐχ ἕνα οὐδὲ δύο ἀλλὰ πλείονας ὑπήνεγκεν πόνους καὶ οὕτω
μαρτυρήσας ἐπορεύθη εἰς τὸν ὀφειλόμενον τόπον τῆς δόξης
διὰ
ζῆλον καὶ ἔριν Παῦλος ὑπομονῆς βραβεῖον ὑπέδειξεν
ἑπτάκις
δεσμὰ φορέσας φυγαδευθείς λιθασθείς κήρυξ γενόμενος ἔν τε τῇ ἀνατολῇ καὶ ἐν τῇ
δύσει τὸ γενναῖον τῆς πίστεως αὐτοῦ κλέος ἔλαβεν
δικαιοσύνην διδάξας ὅλον τὸν κόσμον
καὶ ἐπὶ τὸ τέρμα τῆς δύσεως ἐλθὼν καὶ μαρτυρήσας ἐπὶ τῶν ἡγουμένων οὥτως ἀπηλλάγη
τοῦ κόσμου καὶ εἰς τὸν ἅγιον τόπον ἀνελήμφθη ὑπομονῆς γενόμενος μέγιστος ὑπογραμμός
(1Cl 5:4-7APF, grifo nosso) 2
J.N.D.
KELLY, autor da obra "Patrística", que teve a imagem da capa de sua obra usada pelo autor aniquilacionista, veja Aqui , cita este mesmo texto:
“Clemente, por exemplo, fala que Pedro e Paulo
partiram diretamente para “o lugar santo”, encontrando ali um grande grupo de
mártires e santos “aperfeiçoados na caridade”. (Patrística. p. 352, grifo nosso).
οἱ δὲ
δίκαιοι εὐπραγήσαντες καὶ ὑπομείναντες τὰς βασάνους καὶ μισήσαντες τὰς ἡδυπαθείας
τῆς ψυχῆς ὅταν θεάσωνται τοὺς ἀστοχήσαντας καὶ ἀρνησαμένους διὰ τῶν λόγων ἢ διὰ
τῶν ἔργων τὸν Ἰησοῦν ὅπως κολάζονται δειναῖς βασάνοις πυρὶ ἀσβέστῳ ἔσονται δόξαν
διδόντες τῷ θεῷ αὐτῶν λέγοντες ὅτι ἔσται ἐλπὶς τῷ δεδουλευκότι θεῷ ἐξ ὅλης καρδίας
(2Cl 17:7 APF) 2
Policarpo
de Esmirna.
Policarpo
nasceu em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia
Menor, atual Turquia. Segundo Irineu de Lyon, Policarpo foi discípulo do
apóstolo João e teve a oportunidade de conhecer os apóstolos que ainda se encontravam vivos .3
Policarpo
ao escrever aos crentes de Filipos, mostrou que concordava com Clemente, ao
dizer que Paulo, Rufo Inácio e Zózimo, já estão nos seus devidos lugares, isto é,
junto ao Senhor:
Παρακαλῶ
οὖν πάντας ὑμᾶς πειθαρχεῖν τῷ λόγῳ τῆς δικαιοσύνης καὶ ἀσκεῖν πᾶσαν ὑπομονήν ἣν
καὶ εἴδατε κατ᾽ ὀφθαλμοὺς οὐ μόνον ἐν τοῖς μακαρίοις Ἰγνατίῳ καὶ Ζωσίμῳ καὶ Ῥούφῳ
ἀλλὰ καὶ ἐν ἄλλοις τοῖς ἐξ ὑμῶν καὶ ἐν αὐτῷ Παύλῳ καὶ τοῖς λοιποῖς ἀποστόλοις
πεπεισμένους
ὅτι οὗτοι πάντες οὐκ εἰς κενὸν ἔδραμον ἀλλ᾽ ἐν πίστει καὶ δικαιοσύνῃ καὶ ὅτι εἰς
τὸν ὀφειλόμενον αὐτοῖς τόπον εἰσὶ παρὰ τῷ κυρίῳ ᾧ καὶ συνέπαθον οὐ γὰρ τὸν νῦν ἠγάπησαν
αἰῶνα ἀλλὰ τὸν ὑπὲρ ἡμῶν ἀποθανόντα καὶ δι᾽ ἡμᾶς ὑπὸ τοῦ θεοῦ ἀναστάντα (Pol
9:1-2 APF)2
Eusébio
de Cesaréia cita este mesmo texto pertencente a Policarpo:
“ Exorto-vos pois todos a obedecer e exercitar
toda a paciência, a que vistes com vossos olhos não somente nos bem-aventurados
Inácio, Rufo e Zózimo, mas também em outros dos vossos, e no próprio Paulo e
nos demais apóstolos, persuadidos que não correram em vão, mas na fé e na
justiça, e que já estão no lugar que lhes é devido, junto ao Senhor, com
a qual padeceram”. (História Eclesiástica. p. 72, grifo nosso).
Inácio
de Antioquia.
Inácio
foi amigo de Policarpo, conheceu o apóstolo João e foi bispo em Antioquia ao
suceder o apóstolo Pedro conforme nos diz Eusébio de Cesaréia:
“Ao
mesmo tempo adquiriram notoriedade Papias, bispo da igreja em Hierápolis,
Inácio, o homem mais celebre para muitos ainda hoje, segundo a obter a sucessão
de Pedro no episcopado de Antioquia.” (História Eclesiática. p. 71).
Inácio
ao escrever aos crentes de Trales, mostrou que cria que após sua morte ele
continuaria a se sacrificar pelos trálios:
“Meu
espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu
chegar a Deus. Eu ainda estou exposto ao perigo, mas o Pai é fiel, em Jesus
Cristo, para atender minha oração e a vossa. Que sejais encontrados nele sem
reprovação.”
ἁγνίζεται ὑμῶν τὸ ἐμὸν πνεῦμα οὐ μόνον
νῦν ἀλλὰ καὶ ὅταν θεοῦ ἐπιτύχω ἔτι γὰρ ὑπὸ κίνδυνόν εἰμι ἀλλὰ πιστὸς ὁ πατὴρ ἐν
Ἰησοῦ Χριστῷ πληρῶσαί μου τὴν αἴτησιν καὶ ὑμῶν ἐν ᾧ εὑρεθείητε ἄμωμοι (Itr 13:3 APF)2
Ora, como alguém que acreditava em
uma sã consciência ao chegar à Presença de Deus poderia não crer na
imortalidade da alma e não discordar duramente do sono da alma e do
aniquilacionismo?
Vale ressaltar que Clemente,
Policarpo e Inácio foram discípulos diretos dos apóstolos, e se eles defendiam
o acesso direto e consciente a Deus, é porque foram instruídos dessa forma,
pois esse é o ensino bíblico (Gn 5:24; 2Rs 2:1-11; Lc 23:43; Fp 1:21-23; Ap 6:9).
Outras citações acerca da imortalidade da alma contidas na história da Igreja
Inácio (falecido c. 110 d. C.)
“Se
aqueles que corrompem meras famílias humanas são condenados à morte, muito mais
merecedores de um castigo eterno são aqueles que se dedicam a corromper a
Igreja de Cristo, pela qual o Senhor Jesus, o Unigênito Filho de Deus, sofreu a
cruz e se submeteu à morte! Qualquer um que, “engordando”, e se “tornando
grosseiro”, desprezar a doutrina do Senhor, irá para o inferno “(EIP, 4).
Teófilo
(c. 130-190)
“Admitindo,
portanto, a prova de tais eventos que aconteceram como foi previsto, não tenho
dúvidas, creio em Deus e o obedeço; e você também deve se submeter por fé, para
não continuar como um incrédulo, e se convencer depois, quando estiver sendo
atormentado pelos castigos eternos que foram previstos pelos profetas. Os
poetas posteriores e os filósofos roubaram estas palavras das Escrituras
sagradas para tornarem as suas doutrinas dignas de crédito” (TA, 1.14).
Policarpo
(final do século II)
“Tu
me ameaçaste com um fogo que queimou durante uma hora, e que pouco depois se
extinguiu; mas ignoras o fogo do futuro juízo e do castigo eterno, reservado
para os infiéis” (EECS, 11).
Epístola a Diogneto (final do século II)
A
alma imortal habita em uma tenda mortal; os cristãos também habitam, como
estrangeiros, em moradas que se corrompem, esperando a incorruptibilidade nos
céus. Maltratada no comer e no beber, a alma se aprimora; também os cristãos,
maltratados, se multiplicam mais a cada dia. Esta é a posição que Deus lhes
determinou; e a eles não é lícito rejeitá-la”.2
Irineu (c. 125-c. 202)
“A
separação de Deus consiste na perda de todos os benefícios que Ele reservou
[...] Agora, as boas coisas são eternas e nunca terão fim perante Deus;
portanto, a sua perda também é eterna e nunca termina” (AH, 4.39.4)
O
corpo morre e é decomposto, mas não a alma, ou o espírito. Pois morrer é perder
força vital, e tornar-se, consequentemente, sem fôlego, inanimado e sem
movimentos, e decompor-se naqueles componentes dos quais também se originou a
sua existência. Mas este evento não acontece com a alma, pois ela é o sopro da
vida; nem com o espírito, pois o espírito é simples e não composto, de modo que
não pode ser decomposto, e ele é a vida daqueles que o recebem (AH, 5.7.1).
Como
o Senhor “se afastou no meio da sombra da morte”, onde estavam as almas dos
mortos, e, contudo, posteriormente, Ele ressuscitou no corpo, e depois da
ressurreição foi levado ao céu, fica claro que as almas dos seus discípulos
também [...] entrarão no lugar invisível que lhes foi destinado por Deus, e ali
permanecerão até a ressurreição, esperando por ela; então, recebendo os seus
corpos, e ressuscitando em sua totalidade, isto é, de modo corpóreo, assim como
o Senhor ressuscitou, eles assim irão à presença de Deus” (ibid., 5.31.2).
Tertuliano (c. 155-c. 225)
“O,
vós, pagãos, que têm e merecem a nossa piedade, vede que colocamos perante vós
a promessa que o nosso sistema sagrado está oferecendo. Ele garante vida àquele
que o segue e obedece; por outro lado, ele ameaça com o castigo eterno e um
fogo perpétuo aqueles que são profanos e hostis. A ressurreição dos mortos é
igualmente pregada a ambas as classes (AN, 1.1.7).
Se,
portanto, alguém supuser que a destruição da alma e da carne no inferno leve ao
extermínio total das duas essências e não ao seu tratamento penal (como se
devessem ser consumidas, e não castigadas), é preciso que esse alguém se lembre
de que o fogo do inferno é eterno, e foi expressamente anunciado como um
castigo perpétuo. E que ele então admita que é devido a essa circunstância que
essa “morte” perpétua é mais formidável que um simples assassinato humano, que
é apenas temporal” (ORF, 35).
Justino
Mártir (c. 100-c. 165)
“Uma
vez que a sensação continua para todos os que já viveram, e a punição eterna
está armazenada (isto é, para os ímpios), tome cuidado para não negligenciar
ser convencido, e agarre-se à sua fé de que estas coisas são verdadeiras (FA,
18).
Os
ímpios, nos mesmos corpos, se unirão outra vez com seus espíritos que agora
deverão enfrentar a eterna punição; e não somente, como disse Platão, por um
período de mil anos (ibid., 8).
Isso [...] é o que esperamos e
aprendemos de Cristo, e ensinamos. E Platão, da mesma maneira, costumava dizer
que Rhadamanthus e Minos iriam castigar os iníquos que estivessem à sua frente;
e nós dizemos que a mesma coisa será feita, mas através das mãos de Cristo e
sobre os iníquos, no mesmo corpo unido novamente ao seu espírito que então
sofrerá um castigo eterno; e não será somente, como disse Platão, por um
período de mil anos (FAJ, 8).
Mas, como esta sensação permanece
para todos aqueles que já viveram, e a punição eterna está reservada (para os
iníquos), certifique-se de não deixar de se convencer por negligência,
conservando, como sua crença, que essas coisas são verdadeiras (ibid., 18).
Da Apologia de Justino, podemos
reunir uma substancial lista de versos que dão fundamento ao castigo eterno
para os pecadores (citados em Froom, CFF, 1.819):
Sofrer um castigo eterno (op. cit.,
8).
Ao eterno castigo do fogo (12).
Sofrer o castigo do fogo eterno
(17).
O castigo eterno foi assegurado
(18).
Haverá a consumação de todos [os
pecadores] (20).
São castigados com o fogo eterno
(21).
Causa o castigo eterno pelas chamas
(45).
Castigados com o fogo eterno (SA J,
1).
No fogo eterno sofrerão seu justo
castigo e punição (ibid., 8).
Os
iníquos serão punidos no togo eterno (ibid.).”
Orígenes (c. 185-c. 254)
“O
ensinamento apostólico é que a alma, tendo uma essência e vida própria, depois
da sua partida deste mundo será recompensada, segundo o seu merecimento, sendo
destinada a obter uma herança de vida eterna e bênção, se as suas ações o
merecerem, ou será entregue ao fogo eterno e à punição, se a culpa de seus
crimes for resumida a isto. E, além disto, haverá um tempo de ressurreição dos
mortos, quando este corpo, que agora está semeado “em corrupção, ressuscitará
em incorrupção”, e aquele que está semeado "em ignomínia, ressuscitará em
glória” (DP, prefácio).
Eusébio
de Cesaréia acrescenta o seguinte sobre Orígenes e o aniquilacionismo:
“Pela
mesma época de que falamos surgiram novamente na Arábia outros introdutores de
uma doutrina alheia à verdade, os quais diziam que a alma, enquanto durar o
tempo presente, morre no transe derradeiro juntamente com os corpos e com eles
se corrompe, mas que um dia reviverá novamente com eles no momento da
ressurreição. Pois bem, também então reuniu-se um concílio de bom tamanho e
novamente chamou-se a Orígenes, que teve alguns discursos em público sobre o
assunto debatido, e de tal forma se conduziu que aqueles que primeiro haviam
sido enganados mudaram sua opiniões”. (História Eclesiástica. p. 142).
Epitáfio de Catacumba do Século III
“Alexandre
não está morto, mas vive entre as estrelas, e o seu corpo descansa nesta
sepultura” (citação em Schaff, CC, 7.86).
Metódio
(c. 260-311)
“E a
carne que morre; a alma é imortal. Assim, se a alma é imortal, e o corpo for o
cadáver, aqueles que dizem que existe uma ressurreição, mas não na carne, negam
qualquer ressurreição; porque não é o que permanece que fica em pé, mas o que
caiu e está deitado que é estabelecido; de acordo com o que está escrito: “Aquele
que cai não se levanta outra vez ? E aquele que se desvia não retorna?” (DR,
1.7).
Crisóstomo (347-407)
“[...] nem os corpos dos perdidos,
que se tornarão imortais, nem suas almas experimentarão o fim de seus
sofrimentos. Nem o tempo, nem a amizade, nem a esperança, nem a expectativa da
morte, nem mesmo o ato de presenciar as outras almas infelizes partilhando de
sua triste sorte aliviará seus sofrimentos.” (Patrística, p. 368).
Agostinho (354-430)
“Se a alma vive num castigo eterno,
pelo qual também todos os espíritos impuros serão atormentados, isso representa
mais uma morte eterna do que uma vida eterna. Pois não existe morte maior ou
pior do que quando ela nunca termina. Mas como a alma — que pela sua própria
natureza foi criada imortal — não pode existir sem alguma forma de vida, sua
morte derradeira será uma alienação da vida de Deus, em uma eternidade de
punição (CG, 6.12).
Se
ambos os destinos são “eternos”, devemos, então, entender a ambos ou como sendo
permanentes, e que por fim irão terminar, ou que serão ambos perpétuos. Pois
eles estão correlacionados; de um lado, o castigo eterno, e de outro, a vida
eterna. E falar, num único e mesmo sentido, que a vida eterna será
interminável, mas que o castigo eterno terá fim, representa um absurdo. Dessa
forma, assim como a vida eterna dos anjos será perpétua, também o castigo
eterno daqueles que foram condenados não terá fim” (ibid., 21.23)
João de Damasco (676-754)
“Novamente
[Deus disse] a Moisés: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de
Jacó: Deus não é Deus dos mortos (isto é, aqueles que estão mortos e já não
existirão), mas dos vivos, cujas almas realmente vivem em sua mão, mas cujos
corpos retornarão à vida por meio da ressurreição” (EEOF, 4.27).
Anselmo (1033-1109)
“Consequentemente,
assim como a alma gentil irá se regozijar na eterna recompensa, da mesma
maneira a alma desdenhosa irá se lamentar em um eterno castigo. E, assim com a
primeira irá experimentar uma imutável suficiência, a última irá experimentar
uma inconsolável indigência” (M, 71).
Tomás de Aquino (1225-1274)
“Foi
para o bem da alma que ela foi unida a um corpo [...] No entanto, é possível
que ela exista separadamente do corpo” (ST, 1.89.1).
Também
devemos saber que a condição dos condenados será exatamente o contrário da
condição dos. abençoados. Seu estado será de castigo eterno, o que denota uma
quádrupla e terrível condição. O corpo dos condenados não será brilhante: “O
seu rosto será rosto flamejante” [Is 13.8]. Da mesma maneira, eles serão
passíveis porque nunca irão deteriorar e, embora queimem eternamente no fogo,
nunca serão consumidos: “O seu verme nunca morrerá, nem o seu fogo se apagará”.
(CISTA, 62).
Martinho Lutero (1483-1546)
“No
intervalo [entre a morte e a ressurreição], a alma não dorme, mas está desperta
e desfruta da visão de anjos e de Deus, e conversa com eles” (LW, 25.32).
A
fornalha ardente é acesa simplesmente pela insuportável aparição de Deus e dura
eternamente. Pois o Dia do Juízo Final não irá durar apenas um momento, mas irá
permanecer através da eternidade e, portanto, nunca irá terminar. Constantemente
os pecadores serão julgados, constantemente eles irão sofrer dor e constantemente
haverá uma fornalha ardente, isto é, eles serão torturados por uma suprema
aflição e angústia (WLS, 2.621).
João Calvino (1509-1564)
“Quão
vil é o erro de converter um espírito, formado à imagem de Deus, em um sopro evanescente,
que anima o corpo somente nesta vida moribunda, e reduzir o templo do Espírito
Santo a nada. Em resumo, é algo vil roubar o distintivo da imortalidade daquela
parte de nós mesmos na qual a divindade é mais brilhante, e as marcas da
imortalidade são mais conspícuas, tornando a condição do corpo melhor e mais
excelente do que a da alma (ICR, 3.25.6).
Se a
alma não deve sobreviver sem o corpo, como ela poderia estar presente com o
Senhor, estando separada do corpo? Mas um apóstolo remove toda a dúvida quando
diz que nós chegamos “aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.23) [...]
E se a alma, quando desprovida do corpo, não retivesse a sua essência, e não
fosse capaz de receber em si a glória que é uma grande bem-aventurança, o nosso
Salvador não teria dito ao salteador: “Hoje estarás comigo no Paraíso” (Lc
23.43) (ibid.).
Jacó
Armínio (1560-1609)
“A
origem [da alma] [...] é a partir do nada, criada por infusão, e infundida por
criação, com um corpo sendo devidamente preparado para recebê-la, a fim de que
possa se moldar à forma da matéria, e, depois de unida ao corpo por um elo
nativo, possa também, formar uma unidade com ele. [...]A substância [da alma]
[...] é simples, imaterial e imortal. Simples, ao meu ver, não no que diz
respeito a Deus; pois ela consiste de ato e poder (ou capacidade), de ser e
essência, de sujeito e acidentes; mas é simples no que diz respeito a coisas
materiais e componentes.
Ela
é imaterial, porque pode subsistir por si mesma, e, ao se separar do corpo,
pode operar por si própria. Ela é imortal, na verdade, não por si própria, mas
pela graça sustentadora de Deus.” (W JA , 11.26.63)
A
Confissão de Fé de Westminster (1648)
“Os
corpos dos homens, depois da morte, retornam ao pó, e veem corrupção: mas as
suas almas, que não morrem, nem dormem, tendo uma subsistência imortal,
retornam imediatamente ao Deus que lhes deu esta subsistência; as almas dos
justos, sendo então aperfeiçoadas em santidade, são recebidas nos mais altos
céus, onde contemplam o rosto de Deus em luz e glória, esperando a completa
redenção de seus corpos. E as almas dos ímpios são lançadas no inferno, onde
permanecem em tormento e completa escuridão, reservadas para o juízo do grande
dia “(30.2.1).
Jonathan
Edwards (1703-1758)
“As
almas dos verdadeiros santos, quando eles deixam seus corpos na morte, partem
para estar com Cristo [...] Elas não ficam reservadas em algum lugar diferente
do mais alto céu; um lugar de descanso, onde estão guardadas até o dia do
juízo, como imaginam alguns [...] mas vão diretamente ao céu propriamente dito”
(“FSDO”, in: WJE, 3).
John
Wesley (1703-1791)
“Considere
algumas circunstâncias que irão acompanhar o julgamento de todos. A primeira é
a execução da sentença pronunciada sobre os bons e os maus: “Estes irão partir
para um castigo eterno, e os justos para a vida eterna”. Deve-se observar que a
mesma palavra é usada tanto na primeira como na segunda oração: segue-se que o
castigo dura para sempre, ou a recompensa também terá um fim. Não, jamais! A
recompensa na eternidade só terminaria se o próprio Deus pudesse ter um fim, ou
se a sua misericórdia e a sua verdade pudessem falhar. “Então, os justos
resplandecerão como o sol, no Reino de seu Pai, e beberão eternamente da
corrente das delícias que estão à mão direita de Deus” (WJW, 5.15.3.1).
Nesse
ínterim, os ímpios serão lançados no inferno e todas as nações que se esquecem
de Deus. Eles, “por castigo, padecerão eterna perdição, ante a face do Senhor e
a glória do seu poder”. Eles serão “lançados no ardente lago de fogo e de
enxofre”, originalmente “preparado para o diabo e seus anjos”; onde irão ranger
os dentes com angústia e dor, eles amaldiçoarão ao seu Deus, olhando para cima.
Lá os cães do inferno — o orgulho, a malícia, a vingança, a ira, o horror, o
desespero — irão devorá-los continuamente. Lá “a fumaça do seu tormento sobe
para todo o sempre; e não têm repouso, nem de dia nem de noite” (ibid.).
Charles Spurgeon (1834-1892)
“A
luz da natureza é suficiente para nos dizer que a alma é imortal, de modo que o
infiel que duvida é um tolo pior até mesmo do que um pagão, pois, antes que a
revelação fosse feita, a tinha descoberto — existem alguns lampejos de
sabedoria nos homens de entendimento que ensinam que a alma é algo tão
maravilhoso que deve ser eterna” (SSC, 66).
Portanto, devemos ter cuidado com o
que está sendo posto na internet, pois muitas vezes o que lá há, não condiz com
a realidade contida nos documentos originais.
Primeiro a verdade, depois as nossas
opiniões sobre ela.
Itard Víctor Camboim De Lima
Artigo editado em 26/11/2016
Artigo editado em 26/11/2016
1 Biblework9 http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Clemente_I
2 As
citações dos pais apostólicos foram tiradas dos originais gregos contidos no
software exegético Biblieworks9
3 https://www.paulinas.org.br/diafeliz/?system=santo&id=37
Eusébio
de Cesaréia. História Ecleciástica. 2002. Novo Século
(GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. vol 2. pp, 32, 693-696, 769-779,805-806 ). CPAD.
(GEISLER, Norman. Teologia Sistemática. vol 2. pp, 32, 693-696, 769-779,805-806 ). CPAD.
KELLY,
J.N.D. Patrística. 2009. Vida Nova.
JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. CPAD.
Nenhum comentário:
Postar um comentário