quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

A condenação do aborto na História






Apesar de o debate sobre o aborto ser frequente em nossos dias devido a insistência de alguns que acham essa prática algo legal, desde os tempos antigos ele era visto como um crime seríssimo. Povos que não tinham o Deus da Bíblia como Senhor, como, por exemplo, os sumerianos, babilônios, assírios e hititas não admitiam o aborto em qualquer circunstância. Entre os hebreus a visão era a mesma. Flávio Josefo, historiador judeu, diz que a “Lei ordenou que todas as crianças recebam a devida criação e proibiu as mulheres de abortar ou destruir a semente; a  mulher que o faz será julgada como assassina de crianças, porque fez com que uma alma se perdesse e que a família de um homem fosse diminuída”. (Contra Apion 2. 202.). 

No código legal do Império Medo-Assírio do século 12 a.C há uma sentença de morte em desfavor da mulher que abortasse intencionalmente: “Se alguma mulher abortar intencionalmente, depois de julgada e condenada, deverá ser empalada em estacas sem enterro. E se tiver morrido ao abortar, a empalarão em estacas sem enterrá-la”. 

Todavia, tanto na cultura grega, como na romana, houve uma tolerância quanto ao aborto. Em Roma, por exemplo, existia um regulamento que determinava que filhos acima além do limite permitido deveriam ser abortados. Já para o filósofo grego, Platão, as gestantes com embriões defeituosos não deveriam dar à luz. Aristóteles ainda foi mais adiante ao defender que os bebês nascidos com deformações deveriam ser abandonados para morrerem. Os espartanos, após mergulharem os bebês numa banheira de vinho, como forma de teste, matavam os reprovados jogando-os de uma ribanceira. 

Porém, corroborando com a Bíblia (Ex 20:13), antigos escritos cristãos, como o do pai da igreja, Clemente de Alexandria, condenam o aborto: “Toda a nossa vida só pode prosseguir segundo o plano perfeito de Deus se adquirirmos o domínio sobre nossos desejos, praticando a continência desde o início, em vez de destruirmos por meio de atos perversos e perniciosos a descendência humana, cujo nascimento é a obra da Providência Divina. As pessoas que recorrem a medicamentos abortivos para esconder sua fornicação são responsáveis pelo assassinato direto não só do feto, mas também de toda a raça humana”. (JR, Walter C. Kaiser. O Cristão E As Questões Éticas Da Atualidade. Reimpressão. 2017. p. 138, 139, 183. VIDA NOVA). A mesma condenação é vista na Didaqué ou A instrução dos Doze Apóstolos: “Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique magia, nem feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe, nem depois que ela tenha nascido”. (Padres Apostólicos. 7ª reimpressão. 2015. p. 345. PAULUS).

“A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva”.     
       
                                                              Hipócrates

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